Já contei sobre o índio e seus dois cachorros; um bonzinho, manso; o outro agressivo e mau humorado e que viviam sempre brigando. Certa vez, alguém perguntou:
- qual dos dois vencerá?
A que o índio respondeu:
- aquele que eu alimentar mais.
Já contei sobre o índio e seus dois cachorros; um bonzinho, manso; o outro agressivo e mau humorado e que viviam sempre brigando. Certa vez, alguém perguntou:
- qual dos dois vencerá?
A que o índio respondeu:
- aquele que eu alimentar mais.
Ao longo do Antigo Testamento, Deus estava em primeiro plano;
Ao longo do Novo Testamento, a Consciência ocupa o primeiro plano;
Virá um tempo em que a Luz passará para o primeiro plano.
Não se aplicam as afirmações tão comumente usadas por aí, que Deus: - cerceia o livre arbítrio – castiga - reprime nossa curiosidade de aprender – pratica o engodo ou joga dados com pré-ciência do acerto
A carta faz afirmações sobre a postura do comentarista: deixar as coisas em suspenso para que o leitor faça as deduções. Não sou vinculado a esta ou àquela instituição nem estou autorizado por nenhuma delas a exprimir ponto de vista de A ou B.
Meu vínculo é apenas com a mente humana. Pela mente humana eu me aventurei sempre sozinho. Raramente faço citações; e, por não fazer citações, por não me apoiar em A ou B, tenho de falar em meu nome e emitir opiniões sempre pessoais. Vivo dessa certeza que é preciso se falar sobre a verdade que está dentro de nós e, com ela, colocar-me aberto às críticas, desde que tragam algum contributo para meus leitores.
Citando Einstein, quando afirma que “Deus não joga com dados”,o missivista diz de Deus que, “sendo um Ser perfeito, Deus pode ser sabedor de tudo e sabe o número que os dados vão mostrar, em virtude da confluência de: força, ângulo e peso com que foram arremessados”.
Se Deus é perfeito, como pode praticar trapaças em ambientes imperfeitos? Deus estaria do lado de fora de nós, em pleno movimento, o que é impossível, porque seria, como já vimos, um Deus incompleto, fora de sua realidade.
Só para completar Hugo, Deus está dentro de nós e só se manifesta quando nós descemos com a mente ao coração, com a intenção de afastarmos de nós todas essas vozes de dentro que o tempo inseriu em nós, ao longo de nossa vida.
Um leitor amigo teve a gentileza de me enviar um e-mail apresentando dúvidas sobre como, na crença popular, Deus interfere em nossa vida: é um Deus que nos censura, que nos castiga, boicota e até que nos engana.
Nada disso meu caro; isso são formas de intimidação que a mente humana criou ao longo dos séculos.
Deus não interfere mais em nossa vida desde a vinda de Cristo.
Antes, a pessoa humana precisava se desenvolver; Deus a orientou com os modos que são narrados no Antigo Testamento. Deus tinha pessoalmente a rédea do destino humano. Veio Cristo e passou para nós a rédea de nosso próprio destino.
Estamos atualmente no plano de desenvolver a Consciência. Com a vinda de Cristo, Deus se interiorizou em nós e nos disponibilizou seus atributos; esses atributos emanam de Deus dentro de nós, em nossa mente; com ela, atuamos no mundo.
Os atributos de Deus são: memória, razão e inteligência; eles nos orientam a discernir o que serve ou não para nossa vida, sem nenhuma interferência de qualquer entidade.
Tenho dito que a Consciência ocupa todo espaço vazio, desde o interior de um átomo até o intervalo entre galáxias; se a Consciência está no espaço vazio, Deus não pode estar no espaço vazio da Consciência!
Tenho dito também que os corpos do universo são compostos e apenas de dois atributos de Deus: razão e inteligência. Deus precisaria estar incompleto, se atuasse sobre nós apenas com dois de seus atributos; se Deus atuasse sobre nós apenas com dois atributos, perderíamos a memória. Além do mais, Deus precisaria sair do repouso e ingressar no mundo do movimento para interferir em nossa vida.
Onde está Deus, então? Deus está dentro do homem, dentro do ser humano; o lugar de Deus é dentro do ser humano; dentro do ser humano, Deus está em repouso, isto é, sem pensamento porque o passou para nós a capacidade de pensar; como dentro de nós não existe o movimento, Deus está em repouso dentro de nós.
“Ratos às vezes são infectadas por um parasita que toma conta do cérebro. Então eles apresentam comportamento de correrem no meio da rua, em vez de procurarem buracos escuros; acabam abocanhados por gatos justamente porque estão tomados por vermes que dependem do aparelho digestivo dos gatos para se reproduzirem”.
Se uma moça se interessa pelo tema, já se vai pensar que ela está no contexto; por isso deixo de citar o nome da criatura de seda que me mandou matéria sobre o assunto; se algo ficou original, foi por inspiração nela. Como é bonita!
Tenho dito muitas vezes que a consciência ocupa todo espaço vazio no universo, até no interior de um átomo; todo coração tem espaços vazios; a consciência está em todos os espaços vazios do coração; essa consciência está em repouso; é a mesma que está em volta de você aí agora.
Conforme nós praticamos boas ou más intenções, nosso coração se dilata ou se enrijece; um coração enrijecido é próprio de uma pessoa sem sentimento, diz-se que ela é amarga, o coração empedernido.
Do lado oposto, o coração se dilata em uma pessoa munida de boas intenções.
Quando nos aplicamos às boas intenções, nosso coração se dilata; dilatado o coração, a consciência precisa preencher o espaço dilatado do coração; a consciência se amplia no coração, a consciência desperta; toda consciência desperta no coração é a alma.
Quando se fala de aborto, defende-se a existência da alma que se formou naquele feto, e que não pode ser impedida de vir ao mundo; acontece que essa alma não existe ainda porque ela só vai ser formada pelas boas intenções.
Um outro aspecto, nessa discussão, é que a mulher fica esquecida; a atenção é voltada para o feto e a mulher é algo que não se existe naquele contexto. Injustiça!
A lei impede o aborto por um princípio extremamente perverso, draconiano; a lei não distingue os três tipos de mulher, passíveis de aborto:
a – a menina de 10, 12 anos;
b – a mulher aventureira;
Como pode ela assumir uma lei sobre a qual jamais se lhe falou? Como pode? Que tal se, em vez de coibir, informar? Sim, a educação sexual básica deve ser dada apenas por informação, antes que as primeiras manifestações de puberdade se manifestem. Apenas informar à menina; se ela for informada antecipadamente, não vai se assustar com o acontecido nem perguntar à coleguinha que sabe tanto quanto ela; as duas não vão aguçar a curiosidade e se enriquecerem em conversas de escondido, a nível de despertar precocemente, as forças de reprodução.
A lei deveria ser vigilante sim, sobre a mulher grávida; está grávida? É obrigada a fazer um curso sobre como se antecipar às transformações dos filhos; uma educação sexual apenas informativa, a ser transmitida ao futuro rebento. A lei se omite no que é principal; é mais fácil pisar de bota em uma pessoa já esmagada por insucessos.
Quanto à mulher aventureira, sobre essa deveria recair a lei somente numa segunda tentativa de aborto, quando ela já tivesse experiência sobre o que pretende fazer.
Argumentar-se-ia com a dificuldade de controle; e como a coisa é feita hoje, nas casas de serviço clandestino!
Parece que é simples segurar a força da aventura, mesmo entre essas mulheres!
Se fosse assim... bem. Deixemos esse argumento de lado. Todos os legisladores são incólumes a esses impulsos...
Sobre o terceiro nível de mulher, a lei é de uma desumanidade ancestral: o sujeito entra no domínio dela; ela lhe dá um tiro e vai sofrer anos de cadeia por ter se defendido. O sujeito despeja o esgoto de suas taras dentro dela e ela tem de pôr aquilo a fermentar em nome da vida! A mãe deve preservar a vida; mas onde estão as condições de preservar a mãe? Onde estão os direitos humanos? Onde está a cesta básica?
- desculpe, mas o Estado não existe pra tratar dessas coisas!
- então não se meta naquilo que não existe para garantir apoio.
- você acha que se deve inibir a alma de vir ao mundo!
- a alma se forma pela intenção bem formada; um feto não ainda tem intenção.
- numa cepa dessas não existe alma!
- nem espírito.
- então por que se argumenta em favor da alma?
- é fácil argumentar em torno de algo que ninguém conhece.
- se num feto não existe alma nem espírito,
- ... a conclusão se impõe.
Fim de semana violento na prisão, mortes, tiros, bombas, debandada geral dos presos. Lá no fundo de uma cela, acuado, um deles. Chegou o figurão do presídio:
- vai para tua casa; volta na segunda-feira.
A recepção, o convívio com a família. Na segunda-feira, voltou e não foi acolhido; atribuía-se a ele a condição de foragido.
Tentativa de se entregar, juiz de direito, imprensa. Nenhuma força demovia aquela porta de se abrir, que a lei estava do outro lado.
- a lei não distinguiu o dispensado do foragido!
- a lei joga todos no mesmo fosso, depois lava as mãos e dorme.
- se alguém sai do fosso, está na fossa.
- a lei é burra de origem.