terça-feira, 16 de novembro de 2010

Atenção ( Em 10/01/2008 )

1 - tela de seu servidor;
2 - na faixa de endereços, digite: manoel.nery.blog.uol.com.br - "enter";
3 – leitura grátis - dois anos de trabalho - mais de 150 textos.
4 – sem vínculo com qualquer instituição.
5 – proteger a natureza sem proteger a mente humana! Como se faz isso?
6 - Integre-se numa corrente de boa leitura; você pode sugerir, opinar, desde que os assuntos se relacionem com a interioridade humana.
7 – depois de examinar, passe uma cópia para seus amigos.

Por que o homem não entende a mulher - 1/3 ( Em 10/01/2008 )

Ninguém vai desenvolver o ser humano, protegê-lo, salvá-lo ou coisa assim, senão ele mesmo; para isso ele recebeu sete atributos:
Memória, razão, inteligência, sabedoria, verdade, justiça e amor.
Esses atributos estão invertidos no homem e na mulher.
A mulher atua na terra com: sabedoria, verdade, justiça, amor.
O homem atua na terra com: memória, razão e inteligência.
Os atributos com que a mulher atua aqui, estão dentro do homem. O homem precisa entrar em si para dispor dos atributos de que a mulher se utiliza aqui. (assimile primeiro antes de prosseguir).
Os atributos com que o homem atua aqui, estão dentro da mulher. (pare a leitura e assimile primeiro a distinção entre o homem e a mulher)
Como a mulher está aqui, no mundo do homem, ela atua com seus 4 atributos e precisa também dos atributos do homem. A mulher praticamente atua com 7 atributos; o homem com três.
Assimilou? Leia outra vez. (não é só obter a informação; é preciso entender e se conscientizar)
- Como é isso de esmagar a cabeça da serpente?
A serpente só dispõe dos atributos do homem: memória, razão e inteligência; por isso o engana.
A mulher se utiliza de: sabedoria, verdade, justiça e amor. A serpente não entende essa linguagem. Esmagar a cabeça da serpente é falar uma linguagem que a serpente não entende. Inclui também conduzir o homem para dentro dele mesmo; ele precisa aprender a entrar em si.
- como a mulher consegue isso!
- a mulher faz-lhe uma pergunta; o homem entra em si e busca uma resposta.
- acontece que quando o homem entra em si, vai deparar-se, dentro dele, com os
atributos de que ela se utiliza aqui fora. Ela praticamente já sabe a resposta que o homem vai lhe dar.
A mulher apresenta o efeito; o homem entra em si para encontrar uma causa: Digamos que ele chegou tarde em casa.
- sua reunião demorou tanto assim! (este é o efeito)
O homem entra em si: caça uma justificativa e sai com essa:
- o diretor quis discutir uns gráficos; quer deslocar uns funcionários para fora do estado e eu não
sei se não estou no meio...(causa)
– Ah! Sei. (este “ah” significa auscultação: ela já tem preparada a próxima pergunta).
E o diálogo prossegue, ela sempre perguntando; a cada pergunta o homem pratica o exercício de entrar em si e é isso que interessa inconscientemente a ela ou levar o homem à prática da paciência; tudo é como se fosse combinado.
O que se disse contra a mulher, não é contra a mulher; é para preservar o homem; jogar a culpa nela para dar tempo a que ele se refaça; mas está difícil...
Quando se trata dos assuntos da espiritualidade, a mulher vai além do homem, bem mais além.
Se não existem agrupamentos religiosos de homens e mulheres juntos, não é por impedimento pelo sexo, é que a mulher tem visão muito além; uma sensibilidade muito mais aguçada, no campo do sagrado.
Li certa vez, sobre uma discussão acadêmica: quem raciocina mais, o homem ou a mulher? Respondo: o homem.
O homem está no campo dele, com os atributos dele; a mulher é uma instância acima do homem; ela se utiliza dos atributos do homem mais os dela, 3+4; se entender de aperfeiçoar isso, é certo que ela o superará porque disporá de 7 atributos; contra 3 apenas dele.
Mas atenção! Se a mulher se dedicar aos atributos do homem, há o perigo de ela esquecer os próprios atributos e se masculinizar, o que a desviaria de sua incumbência de esmagar a cabeça da serpente. Muitos são os exemplos que se vêem por aí de mulheres fora de seu habitat.

O grito da inocência - 2/3 ( Em 10/01/2008)

Todos ouviram aquela meninha gritando por socorro; não era por ela, senão por nós; era o grito da consciência, na tentativa de acordar os homens.
Tenho insistido e insistirei sobre a função da mulher no resgate do homem. A mulher incumbida de esmagar a cabeça da serpente, e o que se verificou foi exatamente o oposto: um homem esmagando a cabeça da serpente para resgatar a mulher ou melhor, o masculino esmagando a serpente em defesa do feminino.
Aqui e belo e o trágico se conciliam na inocência.
Todos viram ou leram sobre aquela menininha, sempre as menininhas mandando-nos mensagens...; ia ela pelas margens da estrada e foi atacada por uma sucuri que se lhe enlaçou nas pernas; ela aos gritos levada para o mato. Um homem lhe ouviu no desespero e, literalmente esmagou a cabeça do animal pra tirar as pernas da menina daquele nó.
Dir-se-ia que o acontecimento não é para tanto; quantas crianças morrem de fome aqui, ali, acolá e a coisa se dilui na indiferença morna do conforto.
É preciso pensar: o episódio teve repercussão nacional; alguma coisa há por trás dele:
- o homem substituindo a mulher na preservação da vida?
- o homem lutando contra o dragão para preservar a inocência?
- se o homem já está defendendo a inocência, o que está havendo com a mulher?
- se o mal foi superado, o homem é o novo Cristo?
- ou essa menininha foi chamada a despertar, em momento extremo, suas potencialidades?
- ou esse animal se doou para despertar homem e mulher?
- você acha que esse homem, depois do que fez, será o mesmo?
- não nos esqueçamos da lei de causa e efeito. Esse homem será o mesmo?
É mais uma criança colocando o corpinho a serviço de nos acordar. No pretexto de se salvar, gritou por chamar a atenção para acontecimentos que nos arrastam, sem que nós tenhamos consciência de sua gravidade.







O avião que não sabe descer - 3/3 ( Em 10/01/2008)

Lembra? Houve um tempo em que era moda falar-se dos grandes aviões de quatro motores, quebra da barreira do som. Beleza! O ar formava resistência e o avião forçava a duríssima parede. Quando não o conseguia, caía uns 10 metros por desviar daquele icberg no espaço. Depois veio o avião a jato. Que sacanagem! O jato passou a puxar o ar pelos lados e liberou o focinho do avião. Driblou assim a turbulência. Quanta esperteza!
Iniciativas assim é que fazem o homem acreditar na ciência e desdenhar da crença em si mesmo; se se propõe a cura por energia, ele prefere a injeção; nada faz por romper a dura parede das convenções; fica retido e não avança para a própria interioridade.
Chegamos a enganar a pressão do ar e não sabemos amenizar a pressão de resistência que impede a passagem da mente para o coração.
Avião sem bússola; não sabe descer... e permanece nas nuvens até que as hélices se desgastem por esforço de sustentar aquele peso desgastado; só sabe andar na horizontal; não se verticaliza.
Os passageiros avião? Bem, os passageiros também têm suas hélices; se entre eles houver um ou mais de vôo a jato, fará daquela altura, impulso para a mais verticalização a outros planos; levarão o sol ao encontro com a lua.
Os demais... bem os demais serão peças do avião por recolher

sábado, 13 de novembro de 2010

Um Braço do São Francisco 1/3 (Em 03/01/2008)


- Querem desviar parte do Rio São Francisco; o que você acha disso?
- Se você me pergunta o que eu acho, você está afirmando que eu acho; resta saber o quê.
- Então eu reformulo a pergunta: esta alteração no curso do Rio São Francisco é correta?
- São duas considerações a fazer:
            a – do ponto de vista ecológico, ela só tem a acrescentar; vai leva água a terras distantes.
            b – do ponto de vista humano, ela vai atender os esquecidos nos buracos do anonimato.
- Eu não vejo que ela vá ajudar ninguém, senão os magnatas, os latifundiários; engordar os ricos com o dinheiro do povo.
- O que acontece com os sem-terra? O governo dá a terra, e os beneficiados nada têm feito  com a terra que receberam.
- Vendem por falta de infra-estrutura.
- Também com a água seria o mesmo.
- Não é justo entregar aos ricos?
- Penso também assim; mas é a forma mais próxima do ideal, porque o rico vai montar ali a fábrica,  dar emprego para os da região; os ricos vão segurar os nativos no lugar, criar estradas para  escoamento de seus produtos.
- Então por que o bispo não queria?
- As águas a serem desviadas serão apenas de 10% do volume do rio.
- Você está do lado do governo!
- Eu estou do lado da justiça.
- Então por que o bispo não queria?
- A usina de Paulo Afonso nada sofrerá com o desvio porque a água é excedente. Só vejo  vantagens nesse desvio. É preciso lembrar aquele poema de Joaquim Cardoso:

                                   “Ser tão sem
                                   Sem ser tão
                                   Tão sem ser”.

- Ich! Se deixar, você vai apresentar mil maneiras de analisar isso.
- Relacionar o poema com o abandono em que vivem os da região
- Ta, desamarre então sua verborréia!
- O “ser” percorre oblíquo, torto de uma extremidade a outra do sertão.
- E este “sem” tem larga extensão, não?
- Sem ser participante, sem ser notado, sem comida sem assistência, sem água.
- E por que o bispo não queria?

O Espelho – 2/3 ( Em 03/01/2008)

Reflete o que eu sou nas duas dimensões de meu ser:

- o que minha visão alcança - minha imagem.

- o que minha sensibilidade alcança – os traços que provêm da alma.

A sensibilidade chama a intuição e as duas trazem à tona o que eu guardo de mais íntimo.

O espelho aponta o estado de meus pensamentos.

Minhas intenções e pesares.

Minha imagem refletida no espelho é apenas um primeiro plano,

Um chão de onde brotam cores e sons ou a opacidade,

Se a vida é sem sentido.

As linhas de meu rosto, os poros de minha imagem denunciam estado de Consciência.

Polida ou distorcida, conforme o que alimento em mim.

O espelho é uma caixa de segredos.

Não raro, espanta o dono.

Porque esbanja

Sabedoria.

Por isso é silencioso,

Revelaria luzes ou sombras de que nos esquecemos, mas que estão gravadas.

O espelho mantém-se no silêncio pra nos preservar.

O curioso é que o espelho não nos vê e

Tudo sabe.

É que o espelho se mune dos atributos da alma:

É sábio – tudo nos mostra.

É verdadeiro – não contestamos o que ele mostra

É justo - não vai além do que somos.

É amor – nada cobra pelo serviço que presta.

E cada um desses atributos, se nos estendêssemos, traria nova visão sobre nós mesmos.

O Ovo ou a Galinha – 3/3 ( Em 03/01/2008)


Quaisquer que sejam, os assuntos têm relações com o ser humano; cabe a nós encontramos essas relações.
- Quem veio primeiro o ovo ou a galinha?
- Claro que foi a galinha! Primeiro a vida, depois as inerências da vida; o ovo vem da vida para dar continuidade à vida.
- Quem veio primeiro, a alma ou o espírito?
- Claro que foi a alma! A alma é consciência; a consciência existiu desde o começo de tudo; a Consciência é que dá origem a tudo. Da consciência emanou o Filho; a consciência é o Pai.
- Portanto o que existia desde todo sempre era e é a Consciência.
- Sim. O espírito se desenvolve quanto mais de consciência for dotado sobre si mesmo.
- É da consciência sobre si mesmo que o espírito precisa...
- Da consciência emanou a vida; da vida emanou o ovo